Arquivo da categoria: Técnicas Holísticas

Acupuntura

AcupunturaNormalmente se recorre à Acupuntura para controlar dores. Dores nas costas e nas articulações, principalmente. Mas a acupuntura faz parte de um conjunto de estratégias milenares de tratar holisticamente a saúde – a Terapia Tradicional Chinesa. Empregá-la como um paliativo para dores é deixar de aproveitar todo seu potencial. Melhor entender nossos mal-estares como desequilíbrios energéticos, a serem tratados no nível físico sim, para efeito imediato, mas sem deixar de considerar o nível emocional, mental e espiritual.

Terapia Tradicional Chinesa emprega métodos de avaliação como o exame do pulso e da língua, a observação da face, entre outros, tudo para compor um quadro geral das desarmonias. A partir daí os tratamentos incluem a acupuntura (com ou sem agulhas), fitoterapia, massagens, ventosas, aplicação localizada de calor (moxa), trofoterapia (terapia do alimento), meditação e alguns tipos de exercícios tradicionais. O arsenal de técnicas é muito grande. A estratégia de tratamento é baseada na constituição físico/emocional do indivíduo. Para isso, leva-se em consideração a maneira como ele reage aos problemas da vida, seu tipo físico, voz, pele, olhos, língua, pulso, e sensibilidade aos elementos da natureza – calor, frio, vento, etc. O tratamento é totalmente individualizado para o cliente. Não há dois tratamentos iguais.

Apesar de milenar em sua concepção, a Terapia Tradicional Chinesa é constantemente aperfeiçoada e novas ideias são incorporadas, depois de testadas em centros de tratamento na China. Um bom acupunturista forma-se em cursos especializados e mantém-se continuamente atualizado sobre os mais novos tratamentos.

Além de ser uma terapia abrangente em si mesma, é possível associar a Terapia Tradicional Chinesa a outras técnicas holísticas, como a Terapia Floral, a Radiestesia, a Radiônica e o Reiki. Com isso atingimos todos os níveis do cliente, de maneira prática e eficaz.

Caso queira conhecer essa forma de aplicar a acupuntura, estou à sua disposição para conversar, esclarecer suas dúvidas e explicar esse método de tratamento dos males físicos, emoções, preocupações excessivas ou problemas de nível espiritual.

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Qi, Energia Fundamental

Qi na Terapia Holística

Na natureza básica da Terapia Holística está a energia. Mas não o conceito físico de energia mecânica, ou eletromagnética. Trata-se da energia vital, da energia sutil, ou Energia Fundamental, que não podemos medir diretamente, mas conhecemos seus efeitos. Essa energia está presente em todshutterstock_146641259as as terapias tradicionais, não importa sua origem. Até mesmo pensadores contemporâneos a empregam – Jung a chamou de Energia Psíquica, Freud de Libido, Reich de Orgone. Na tradição yoruba essa energia é denominada Asé, na hindu Prana, na japonesa Ki. Mas onde esse conceito foi mais aprofundado talvez seja na Terapia Tradicional Chinesa, onde é tratada de Qi.

Qi é o princípio mais empregado e mais mal compreendido por todos os que estudam esse tema. Maciocia, conhecido professor do assunto, diz em seu livro Os Fundamentos da Medicina Chinesa:

“A razão da dificuldade de traduzir a palavra Qi corretamente consiste em sua natureza fluida, pela qual o Qi pode assumir manifestações diferentes e ser diferentes coisas nas mais diferentes situações.”

Na verdade, Qi é a mais fundamental das substâncias. Qi procede do Vazio, ou o Vazio é Qi em seu estado mais rarefeito. Tudo que existe é Qi, em diferentes estados de concentração. O céu é Qi em seu estado mais fluido, a terra é Qi em seu estado mais agregado. O próprio corpo humano, em cada um de seus níveis, é constituído de Qi em diferentes formas. As substâncias vitais, Jing (Essência) , Xue (Sangue) e Jin Ye (Fluidos Vitais) são, na verdade, diferentes manifestações de Qi.

Mas, para os efeitos práticos da Terapia Tradicional Chinesa, Qi é o fluido energético que anima o corpo humano, que é absorvido do ar, da água e dos alimentos, separado, armazenado e movido pelos Zang Fu (Órgãos e Vísceras), e que circula por canais e colaterais que formam uma rede por todo o corpo. Pelo caráter etéreo, não pode ser medido, mas os efeitos são por si mesmo a prova de sua existência.

Dizem as tradições chinesas que o ser humano está entre o céu e a terra. O céu é o polo positivo, de natureza yang, a terra o negativo, de natureza yin. Através do nosso corpo atuam essas energias, em perfeito equilíbrio, promovendo a circulação do Qi. Quando a desarmonia acontece, devido à má alimentação, falta de sono, excesso de trabalho, de álcool, de fumo, de sexo, ao estresse da vida na cidade, entre tantas outras causas, as consequências se fazem sentir no nível físico, emocional, mental e espiritual. A Acupuntura, Tui Na, Moxabustão, ventosas, Fitoterapia Chinesa e mesmo exercícios físicos como o Tai Chi Chuan buscam remover bloqueios e restaurar o equilíbrio do Qi.

Para saber mais sobre como usamos o Qi na Terapia Holística entre em contato.

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Reiki

mani1269Foi no ano 1922 que um monge budista japonês, Mikao Usui,  durante uma jornada de jejum e meditação no Monte Kurama, enquanto buscava a forma de mitigar o sofrimento, teve um “satori”, ou visão.

Profundamente iluminado, descobriu que tinha recebido o poder de projetar a energia universal através das mãos.  Usui desenvolveu um método, não só para aplicar essa energia, mas também para sintonizar outras pessoas, transformando-as igualmente em canais.  Esse procedimento, embora não religioso em essência, mas bastante espiritual, foi chamado de iniciação.

No Japão o método teve desenvolvimento lento, por um sem-número de razões.  Era uma época de grande perseguição religiosa, e qualquer manifestação espiritual que não fosse o xintoísmo era vista com suspeição.  Além disso, sobreveio a segunda guerra mundial, e o Japão saiu dela destruído.  Mas um discípulo de Usui, Chujiro Hayashi, veio iniciar uma norte-americana de origem japonesa, Hawayo Takata.  Takata levou o método para o Havaí e posteriormente para os EUA continental, modificando-o e adaptando-o à cultura ocidental, mantendo contudo sua essência.  Daí, o Reiki se espalhou pelo mundo.

Num processo de aprofundamento, William Rand, mestre Reiki norte-americano, retornou às origens japonesas e também pesquisou as raízes espirituais do Reiki no Tibet, já que essa era a fonte do budismo de Usui.  Daí surgiu o que se chama de Reiki Usui-Tibetano.  Posteriormente Rand, com a ajuda de alguns sensitivos, levou o Reiki um passo adiante, criando o Karuna Reiki ®, técnica que permite o uso mais direcionado e intenso da energia Reiki.

O sistema do Reiki se baseia em yantras, símbolos, e mantras, sons verbalizados, com o objetivo de fazer o contato da energia universal (Rei) com a energia do terapeuta e seu cliente (Ki).  Muito já foi dito sobre o segredo desses símbolos.  Apesar do método iniciático, o Reiki não é uma seita secreta (nem mesmo uma seita) e os símbolos, embora sagrados, não são secretos.  Eles estão à disposição em diversos endereços da internet, em livros e até mesmo, alguns deles, em dicionários de ideogramas japoneses.  Mas sua utilização para a captar e aplicar o Reiki é inútil, a menos que se tenha recebido a iniciação. É através dela que nosso corpo etéreo recebe o alinhamento necessário para funcionar como canal energético.

Finalmente, para que serve o Reiki?  Como toda técnica de Terapia Holística, serve para harmonizar desequilíbrios da nossa energia vital.  Como resultado, o corpo físico tem restaurada sua capacidade de auto-cura.  Além disso, a energia Reiki transmite uma maravilhosa sensação de paz, tranquilidade e proteção espiritual, a energia da compaixão, do grande Budha Avalokiteshvara, aquele que escuta a todos que o invocam.  Com sua aplicação contínua, o Reiki também nos leva a estado semelhante ao da meditação, e nos ajuda na jornada do auto-conhecimento e do desenvolvimento espiritual.

Se você tem interesse no Reiki, tanto para tratar-se como para aprender o método, busque um mestre ou um praticante habilitado.  Uma aplicação é simples e rápida.  Se decidir pelo aprendizado, ele tem vários níveis, cada um deles ensinado em cursos rápidos, de um ou dois dias, em que também se recebe a iniciação.  Já no primeiro nível você será capaz de tratar a si mesmo e a seus familiares.  E que o Reiki possa fazer sua vida mais feliz e completa.

Rún Valdr – O Poder Rúnico

Valkyrie_Depois da popularização  do Reiki, começaram a surgir algumas  formas complementares, como o Karuna Reiki, Seichim, Tibetano, entre outros. Porém todas elas são ligadas ao caminho descoberto por Sensei Mikao Usui – a canalização da Energia Universal para fins de reequilíbrio energético do ser humano.

Em 2004, um Mestre em diversas formas de Reiki,  também conhecedor do caminho Nórdico e das Runas, Rodney Cox, canalizou as energias de Odhin e Freyja em outro sistema, que embora tenha similaridades com o Reiki, é na verdade totalmente independente – o Rún Valdr, que traduzido do idioma nórdico antigo significa algo como “Poder Rúnico”.

Alguns podem perguntar, para que outro  Reiki?  Realmente, é uma boa pergunta.  Eu acredito que alguns sistemas complementares do Reiki são realmente muito bons, como por exemplo o Karuna, que leva a energia a um estado vibracional muito alto, subindo o Reiki Usui a um novo patamar.  Mas o Rún Valdr é diferente.  Como dissemos, não é um método Reiki.  Na verdade, nem usa a imposição das mãos.  Além disso, usa mantras e yantras  totalmente próprios, independentes do Reiki, e acrescenta aos símbolos a energia das 24 Runas do alfabeto Futhark antigo.

Quem conhece as Runas sabe que são um sistema muito efetivo de acesso ao Inconsciente.  E essa é a energia que o Rún Valdr disponibiliza, com ação direta no corpo físico e nosso dia a dia.   A simplicidade e a ação direta são suas principais características, herdadas da tradição nórdica, um povo que não podia se dar ao luxo filosofar muito. Precisavam resolver seus problemas aqui e agora, pois viviam em ambiente hostil.  O tempo de plantar e colher era curto, e se os problemas não fossem rapidamente resolvidos o inverno rigoroso traria a solução mais radical – a aniquilação.  Por isso o sistema tem ação tão direta.  Pode não ser sutil, mas é efetivo.

Assim como o Reiki, permite tratamentos à distância.  O sistema tem formas de estabelecer conexão com energias da natureza, e também nos permite “carregar” energeticamente objetos, criando instrumentos mágicos com consciência própria.  Isso possibilita manter o tratamento ativo por longos períodos após a sessão de trabalho rúnico.  É possível, por exemplo, programar um cristal com o tratamento, e mantê-lo junto ao corpo para que a energia possa fluir por todo o tempo necessário.

Esse pode ser seu caminho de reenergização e autoconhecimento.  Entre em contato e venha conhecer o Rún Valdr, o Poder Rúnico.

Radiônica

DSC05677Ainda menos conhecida que sua prima radiestesia, a radiônica parece totalmente inverossímil.  Através de um circuito eletrônico, que inclui algumas bobinas, uns capacitores, uns resistores variáveis, fazer análises energéticas e corrigir desarmonias à distância?  Eu custei a acreditar.  Depois de ler os livros de D. Tansley, achei que, quem sabe, talvez.  Comprei meu primeiro aparelho.  Não tinha ninguém para me informar, aprendi sozinho.  Tive alguns resultados.  Consegui outros aparelhos de melhor qualidade.  Os resultados melhoraram.  Comecei a praticar mais e, da mesma forma que com a radiestesia, comecei a me assenhorar do processo.  E os resultados apareciam na medida em que aumentava minha experiência.  Foram mais de dez anos de experiências e prática e, ainda hoje, sigo aprendendo, todo dia.  Parece um pouco com tocar um instrumento musical. Você se afasta dele por uma semana e já sente a diferença na performance.

Mas, enquanto praticava, buscava literatura sobre o assunto.  Escassa, é verdade, mas alguma coisa havia. Entendi melhor como se desenvolveu o sistema. Desde os trabalhos pioneiros de Albert Abrahams, Ruth Drohn, George Delawarr, Thomas Hieronymus, David Tansley, Bruce Copens até chegar aos dias atuais.  A história da radiônica é a de uma arte controversa, com críticas e apoios ferozes.

A radiônica parece magia.  E, pior, tem tão poucas fontes de informação quanto uma seita secreta.  A complexidade e falta de padronização não ajudam seu desenvolvimento.  Cada máquina é uma máquina, cada sistema é diferente do outro.  E, acima de tudo, depende fundamentalmente do operador.  Todo o equipamento é apenas um ponto de apoio, da mesma forma que o pêndulo e a vareta servem ao radiestesista.  Isso foi a base do meu desenvolvimento – como já era radiestesista experiente, entendi imediatamente que as máquinas eram apenas uma extensão do Inconsciente.

Com a radiônica, nossos vôos são mais altos.  A radiônica terapêutica trata as desarmonias psico-energéticas em humanos e animais e, da mesma forma, pode ser usada na agricultura, na consecução de objetivos pessoais, no alinhamento dos chakras, na projeção da consciência (também chamada de “viagem astral”).  Pode sintetizar remédios energéticos, como florais e homeopatia, como pode emitir seu padrão vibracional diretamente para o objeto do tratamento.  Pode ser associada ao sistema de meridianos e pontos da Terapia Tradicional Chinesa, ou ser associada a gráficos radiestésicos.  Tudo isso de forma presencial ou à distância, com igual facilidade.  Fica aqui o convite.  Se você quer conhecer um sistema terapêutico de atuação suave mas direta e efetiva, venha conhecer a radiônica

Radiestesia

Agriculture_in_Britain-_Life_on_George_Casely's_Farm,_Devon,_England,_1942_D9817Muitos ouviram falar, mas poucos sabem o que é.  Radiestesia é uma arte muito antiga.  Há indícios arqueológicos de que é pré-histórica.  Certamente era utilizada pelas civilizações hindu, chinesa, árabe, hebraica, greco-romana.  Durante a Inquisição foi perseguida e considerada demoníaca.  Ressurgiu no século XVIII e XIX com estudos metódicos, muitos deles desenvolvidos em mosteiros.  No século XX ampliou seu campo de ação e hoje segue muito bem, obrigado, sendo utilizada em prospecção hidromineral, correção de influências geopatogênicas, apoio a agricultura e na Terapia Holística, só para citar alguns empregos.

O termo vem do latim “radius”, raio, e do grego “aisthesis”, sensibilidade, significando algo como “sensibilidade às radiações”. É que na época, século XIX, as radiações apenas começavam a ser estudadas, e o abade Bouly, que cunhou a expressão, pensava que havia algum tipo de “radiação”, emitida pelo objeto da pesquisa, que se comunicava com o operador.

Hoje entendemos melhor o processo.  Há um “sentido radiestésico” inconsciente, que percebe influências dos campos elétrico, magnético e gravitacional, entre outras.  É o nosso “sexto sentido”.  Os instrumentos radiestésicos, como o pêndulo, por exemplo, são capazes de amplificar pequenos movimentos da nossa mão, que respondem à emergência do Inconsciente.  Com treinamento e prática, essas informações podem se tornar objetivas e quantificadas, permitindo seu uso, por exemplo, em terapia.

Na Terapia Holística, onde trabalhamos com a energia psico-energética do cliente, temos a oportunidade de fazer, com a radiestesia, medições e avaliações que não seriam detectáveis por qualquer instrumento científico.  Por exemplo, podemos fazer uma leitura do estado dos chakras, ou da aura energética.  O verdadeiro instrumento é o próprio Inconsciente do operador, que recebe incessantemente informações do cliente.  Com um pêndulo, ou uma vareta, podemos “ler” esses registros e usá-los conscientemente.

Todavia é importante notar que o aprendizado do processo requer um pouco de teoria e muita prática.  Exige um distanciamento emocional do resultado da pesquisa, que é quase um estado de meditação profunda, uma verdadeira anulação do Ego, para fazer emergir o Inconsciente. O bom radiestesista descobre a verdade; o mau radiestesista descobre o que quer descobrir.

Porque Fazer Terapia Holística

DSC_7889Como muitos que me leem não tem maior familiaridade com a Terapia Holística, penso que é interessante descrever um pouco desse processo e explicar quem deve se consultar com um terapeuta.

Logo de início, é importante dizer que a Terapia Holística não é medicina.  São paradigmas diferentes.  O médico trata doenças.  Nós, terapeutas, tratamos desarmonias energéticas.  São duas maneiras diferentes de ver o ser humano.  O paradigma da medicina é reducionista, vê a pessoa como um conjunto de ógãos e sistemas físicos.  O terapeuta entende o cliente como um todo (holo, em grego), que não separa o físico do emocional, do mental, do espiritual.

A energia que trabalhamos na terapia é reconhecida não só por tradições milenares como a vedântica (da qual deriva a ayurvédica), a taoísta (acupuntura e afins), como também por escolas mais recentes, como a psicoterapia (nos trabalhos de  Jung,  Reich,  Lowen, Grof, Wilber, só para citar alguns) e até mesmo na Terapia Floral desenvolvida por Bach.  Hoje é conhecimento comum.  Quem não se refere a uma pessoa, ou lugar, dizendo que tem “boas vibrações”?  Essas vibrações são a energia sutil.

Assim, sugiro que nossa decisão de tratar-se com um Terapeuta Holístico seja baseada exatamente nisso – nossas próprias “vibrações”.  Se o estado em que você se encontra inclui falta de vitalidade, pessimismo, medo, visão negativa da  vida, e não há razão física para isso, pode ser um bom indicador de que sua energia não se encontra bem.  Se em algum momento, ou por qualquer razão deixamos de ter paz de espírito, e aquela sensação de integridade físico-psíquica indescritível que chamamos “bem-estar”, um trabalho terapêutico pode ajudar.  Se chegamos a um momento na vida em que sentimos um “vazio”, necessitamos nos conhecer melhor, mergulhar na viagem da autodescoberta, e buscar a integridade do nosso ser espiritual, emocional e físico, a Terapia Holística pode ser o caminho.

Se você está em dúvida, procure a resposta dentro de você mesmo.  Por detrás da nuvem com que a correria diária escurece nossa consciência, está aquela voz interior.  Ela sabe o que você precisa.  Confie nela.

As Essências Florais de Minas

DSC_2585Quando comecei a estudar de Terapia Floral minha formação foi dedicada, como quase todos os terapeutas, aos Florais de Bach.  Percebi depois que esse sistema, limitado às suas 38 essências, era difícil de aplicar a todas as desarmonias psico-energéticas apresentadas por meus clientes.  Nisso não há, claro, nenhuma crítica à obra de Edward Bach.  Ele foi um visionário e pioneiro.  Mas o mundo mudou muito depois de 1930, quando ele desenvolveu seus florais.  E as desarmonias são um produto do descompasso entre os desígnios da alma e vida no mundo.  Comecei a buscar outras opções, que pudessem complementar as flores de Bach.

Descobri a seguir o sistema das Flores da Califórnia, criado por Patricia Kaminski e Richard Katz.  Aí já obtive uma abrangência muito maior e um foco em temas que Bach originalmente não tocou, como as relações com a psicoterapia, principalmente com o trabalho de C. G. Jung, e com a alquimia.  Esse conjunto de essências tem a capacidade de abranger o trabalho de Bach e ir muito além, tratando estados de espírito típicos do nosso século.

Posteriormente comecei a estudar o sistema proposto por Breno Marques da Silva e Ednamara Batista Vasconcelos e Marques, de Itaúna, MG.  Buscando trabalhar no mesmo caminho iniciado por Bach, desenvolveram um sistema também muito amplo,  que tem a vantagem de utilizar flores de Minas Gerais.  Para mim, essa região é o umbigo do Brasil.  É aí que a Mata Atlântica encontra o Cerrado, gerando impressionante variedade botânica.  E percebi que o sistema podia de fato tratar efetivamente os estados da alma típicos da sociedade brasileira. O trabalho de Breno e Ednamara também se apóia numa visão junguiana da psique e em conceitos alquímicos.

Some-se a isso o fato de que os Florais de Minas, por serem fabricados no Brasil, têm grande disponibilidade, podendo ser conseguidos em dias, em qualquer lugar do país.

Hoje minha prática prioriza o uso dos Florais de Minas, embora sem descartar os dois outros sistemas que domino, ou qualquer opção válida.  O resultado obtido, em pessoas de todas as idades e nível social ou intelectual, como até mesmo em animais domésticos, me dá a certeza de que temos aqui, na terra brasileira, um dos melhores sistemas florais de todo o mundo.

Edward Bach

DSC_2632Todas as escolas de Terapia Floral se baseiam no trabalho pioneiro de um médico inglês, o Dr. Edward Bach.  Nascido em 1886, perto de Birmingham, de uma família próspera para os padrões da localidade, sendo seu pai proprietário de uma fundição de latão, veio cedo a ter contato com as misérias e angústias da classe operária enquanto aprendiz no negócio paterno.  Tendo observado a grande preocupação dos trabalhadores com sua saúde, já que dependiam exclusivamente de sua capacidade de trabalho para o sustento, decidiu por dedicar-se ao estudo da medicina, com o objetivo de ajudar àqueles que a ela não tinham acesso.

Foi diretor do centro de primeiros socorros da Clínica Universitária de Londres, traumatologista no National Temperance Hospital e depois abriu consultório particular em Harley Street.  Buscando conhecer a causa primária das doenças, dedicou-se ao estudo das bactérias, influenciado pelos trabalhos de Pasteur, Koch e Behring.  Como veio a trabalhar como ajudante no departamento de bacteriologia aproveitou para desenvolver um estudo sobre as bactérias intestinais.  Descobriu que determinadas bactérias se achavam com mais freqüência nos doentes de enfermidades crônicas, e começou a preparar vacinas a partir dessas bactérias.  Essas vacinas obtiveram bastante êxito.  Todavia, na epidemia de difteria de maio de 1917 sua esposa veio a falecer.  Abalado, sua saúde, que nunca tinha sido realmente excelente, começou a fraquejar.  Dois meses depois Bach sofreu uma forte hemorragia.  Foi diagnosticado com tumor maligno do baço, operado e recebeu um prognóstico  sombrio – não lhe deram mais de três meses de vida.  Ele não se conformou – sua obra tinha acabado de ser encaminhada, muito ainda havia o que fazer.  Retirou-se ao seu laboratório, buscando empenhar-se ao máximo no período que lhe restava.  Exigiu o máximo de si mesmo – pouco dormia ou comia.  A janela de seu laboratório, permanecendo iluminada noite após noite, foi apelidada “a luz que nunca se apaga”.  Ao contrário de todas as expectativas, o excesso de trabalho e dedicação tiveram um efeito surpreendente – Bach começou a sentir-se progressivamente melhor.  Aqueles que tinham assistido sua cirurgia já o supunham morto – e ele estava recuperado.  Bach tinha em si mesmo presenciado a ação do equilíbrio emocional  como fator preponderante para a recuperação da saúde.

Em 1919 Bach veio a conhecer a obra de Samuel Hanemann, passando a trabalhar como patologista e bacteriologista do London Homeophatic Hospital.  Aprofundou-se nesse estudo, e passou a usar a dinamização homeopática em suas vacinas.  Estabeleceu sete grupos básicos de bactérias e a partir delas desenvolveu seus “nosódios”, que ainda hoje são empregados.  Eram remédios homeopáticos que podiam ser empregados por via oral, libertando Bach do uso de seringas hipodérmicas, um método que considerava indesejável.  Depois dessas descobertas, Edward Bach estava no auge do seu êxito profissional como clínico e pesquisador.  Era um médico respeitado em toda a Europa.

Mas o inquieto Bach não se satisfazia.  Considerava até mesmo seus medicamentos homeopáticos baseados em bactérias intestinais  uma agressão ao corpo.  Começou a procurar plantas com que pudesse, através da dinamização, substituí-los.  Mas os resultados não apareciam.  Necessitava criar um novo método de dinamização, um que conservasse o caráter das plantas.

Não por acaso, as mais importantes descobertas de Bach começaram quando este deixou a bem sucedida carreira como médico homeopata em Londres e começou a viajar pelas regiões campestres de Gales.  Gales é um dos centros das tradições Celtas na Inglaterra.  Se buscarmos conhecer um pouco dessas tradições veremos, não sem surpresa, que muitas delas têm estranha semelhança com os métodos desenvolvidos por Bach.  Seus próprios ancestrais eram certamente Celtas, como indica seu nome de família, vindo de um herói mitológico.  Os Celtas tinham uma profunda ligação com a Terra, com o Sol, com o Orvalho e com as Flores, todos elementos utilizados mais tarde por Bach em seu sistema de preparação dos remédios.  Um dos elementos mágicos citados em suas lendas é o caldeirão fervente com flores e ervas, o Graal, fonte da transformação e da inspiração, do qual se necessita tomar apenas algumas gotas para receber suas dádivas.  Bach viria a utilizar o método da fervura em um caldeirão como uma das duas formas de dinamizar as flores!

E foi numa de suas viagens ao país de Gales que ele colheu ramalhetes de Mimulus e Impatiens.  Dinamizadas em seu laboratório, ainda pelos métodos Homeopáticos, aquelas flores se revelaram como os primeiros sucessos clínicos.  Constatando que estava no caminho certo, partiu de vez para Gales, queimando as pontes atrás de si.  Desfez-se de todas suas vacinas  e destruiu as anotações de suas pesquisas anteriores.

A mudança para Gales ocorreu em maio de 1930.  Em infindáveis caminhadas pelos campos começou a observar que, de manhã cedo, as flores, que acabavam de desabrochar, ficavam cobertas por pequenas gotas de orvalho.  Num rasgo de inspiração percebeu que a água do orvalho, em contato com as pétalas e com a luz do sol, carregava-se com a energia da flor.  Laboriosamente coletou essas gotas e começou a usá-las como remédio.  Mas o método não era prático.  Portanto, ele desenvolveu uma analogia.  Enchendo um recipiente de vidro fino com água cristalina de nascente, cobriu a superfície da água com flores recentemente colhidas, e deixou-as ao sol, em local próximo ao do ponto de colheita.  Como resultado, a água recebia a energia das flores da mesma forma que as gotas de orvalho.  Estava descoberto o primeiro método de dinamização para obtenção dos remédios florais.

Inicialmente, Bach identificou doze flores, com as quais estabeleceu as bases de seu sistema – denominou-as “Os Doze Curadores”.  Mais tarde, o sistema foi ampliado para incluir mais vinte e seis, totalizando trinta e oito remédios.  Algumas floresciam ainda no inverno, quando não havia luz solar suficiente para promover adequada dinamização da água.  Bach então desenvolveu o método da fervura, substituindo a energia do sol pelo calor da combustão.  Como dissemos anteriormente, nesse método foi empregado um caldeirão, no lugar do recipiente de vidro.  À água dinamizada, tanto pelo método solar quanto pelo da fervura, ele adicionava 50% de brandy como conservante.  Dessa tintura-mãe, três gotas eram diluídas em brandy puro, sendo essa solução conhecida como solução-estoque.  De algumas gotas solução-estoque saiam as diluições que eram finalmente destinadas ao paciente.

Dois anos depois de finalizar a descoberta dos trinta e oito remédios, tendo-se dedicado também à sua divulgação e ao treinamento de colaboradores, Edward Bach deu por encerrada sua tarefa.  Algumas semanas depois veio a falecer enquanto dormia.

O legado de Bach à humanidade constitui-se em um sistema de aplicação simples e de riscos quase inexistentes.  Seus remédios não apresentam efeitos colaterais, e mesmo quando indicados erroneamente não causam malefícios maiores do que o de não apresentarem nenhum efeito.  Foram codificados não de acordo com sintomas físicos, mas com estados de espírito.  É que Bach tinha reconhecido, ao longo de seus muitos anos de prática em situações extremas, que os sintomas físicos são apenas um reflexo do desequilíbrio do corpo emocional.  E que uma vez o equilíbrio do corpo emocional tenha sido recomposto, o corpo físico é capaz de eliminar os sintomas.  Em suas próprias palavras:  “Não nos fixemos na enfermidade, pensemos apenas em como o paciente vê a vida”.

A Terapia Holística e os Corpos Sutis

Cópia de auraA Terapia Holística visa o reequilíbrio energético do indivíduo.  Mas ao dizê-lo tão simplesmente esquecemos de que energia estamos falando.  É a Energia Sutil, reconhecida e estudada por várias filosofias milenares e tratadas por técnicas terapêuticas delas derivadas, como a Terapia Ayurvédica ou a Terapia Tradicional Chinesa.  Essa Energia se organiza nos corpos sutis do ser humano, que interpenetram e interagem com o corpo físico.  Alguns desses corpos são mais densos, outros mais tênues.  Todos se conectam e interpenetram e uma ação em um tem reflexo direto e imediato no outro.  Na verdade, o próprio corpo físico é um corpo sutil a mais, já que a matéria nada mais é que a energia condensada.

Tomemos como exemplo a Acupuntura Tradicional Chinesa.  Esta se baseia no conhecimento do sistema de Meridianos e Pontos.  Esses Meridianos não estão presentes no corpo físico (embora alguns estudos já tenham identificado suas áreas de interação com o corpo físico), mas no corpo sutil mais denso.  E tem conexão com o ambiente que o rodeia, capturando informações sobre a hora do dia, as estações do ano, etc., informações estas que são processadas pelo sistema de Meridianos e Pontos.  Uma agulha de acupuntura (ou outro método de ativação, como a eletroterapia transcutânea, a cromo-acupuntura ou a acupuntura laser), atuando em determinado ponto do corpo físico induz uma ação energética sutil no sistema de Meridianos e Pontos, promovendo o reequilíbrio do sistema.  Por sua vez, este sistema se rege pelo princípio filosófico dos Cinco Movimentos, que relaciona os Meridianos entre si, formando toda uma cadeia lógico-sistemática.

O sistema de Corpos Sutis pode ser visto como uma dessas bonecas russas Matrioshka, que em seu interior têm outra boneca, que por sua vez contém outra, sucessivamente.  Ainda que a separação não seja física, e que o limite entre um e outro não seja tão claro, essa é a ideia básica.  No interior, em um nível mais denso, está nosso corpo físico.  Cada tradição tem sua própria visão sobre o tema, mas o importante aqui é saber que esses corpos se interconectam entre si e nos conectam com o ambiente exterior num contínuo de energia sutil.  Desde o nível físico material até o nível espiritual, passando pelo nível emocional, nosso contato com o ambiente se faz através de órgãos energéticos, de forma similar a que os cinco sentidos relacionam o corpo físico com o meio circundante.  Já comentamos sobre o sistema de Meridianos e Pontos.  Em um nível imediatamente mais etéreo está o sistema Chakras-Nadis.  Os Chakras são pontos específicos do corpo sutil que trocam energia com o meio circundante, no seu nível.  Essa energia, tradicionalmente conhecida como Prana, é distribuída pelo sistema de canais Nadis.  Esse sistema se conecta com o sistema de Meridianos e Pontos.  Os Chakras são vórtices de energia (Chakra significa “roda” em sânscrito) que quando afetados geram desequilíbrios nos outros corpos sutis, ou são por sua vez afetados por desequilíbrios dos outros corpos sutis.  E a cada desequilíbrio dos chakras corresponde um desequilíbrio no campo emocional, que por sua vez afeta o campo físico.  Através da Terapia Holística em suas diversas modalidades, temos acesso ao reequilíbrio energético de nossos corpos, chegando ao nível emocional e físico.