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O Oráculo Rúnico

 

DSC05708Runa vem do idioma nórdico antigo Rún, que significa segredo, sabedoria secreta, sinal mágico. Apenas por extensão tomou o sentido de letra, ou seja, o uso mágico precede o uso na linguagem escrita.

 

O oráculo rúnico traz sempre uma mensagem franca e direta, sem rodeios. O povo nórdico, criador das runas, não podia se dar ao luxo de uma filosofia muito elaborada. Vivendo num clima hostil, a mensagem tinha que ser entendida de imediato, pois não havia muito tempo para a hesitação. Não tomar uma decisão poderia significar que a decisão seria tomada pelo ambiente em que viviam e o resultado seria o pior para a comunidade – sua aniquilação. Portanto, a mensagem das runas não é sofisticada. É óbvia.

 

Como em todo oráculo, as runas são um passaporte para a viagem ao Inconsciente. É nele que surgem todas as interpretações, através da imaginação ativa, num processo muito semelhante ao sonho lúcido. O runester (quem joga as runas) deixa-se divagar para que a interpretação aflore.

 

A interpretação leva em consideração o entendimento nórdico do tempo, dividido em três fases conectadas: “O que é”, equivalente ao passado, é a única realidade, nunca longínquo, mas sempre entendido como tendo acabado de acontecer, ainda vivo. O que aconteceu no momento da criação do mundo é tão presente quanto há um segundo atrás.  “O que está se tornando” é o presente, pequeno, curto e sempre mutável, que nasce, a cada segundo, das raízes do passado. É nele que vivemos e onde agimos para definir o futuro.  O futuro – “o que deverá ser” é visto somente como um campo de possibilidades, ainda indefinido. O conceito de destino – Wyrd – não é o de algo inevitável, escrito, fixo, mas que está sendo permanentemente construído.

Portanto, o que o oráculo rúnico faz é indicar-nos o caminho a tomar no momento presente para alterar favoravelmente nosso futuro. Isso é muito melhor que “adivinhar o futuro”, como se o que vai nos acontecer fosse inevitável. As runas nos ensinam que, independente da seriedade da situação em que nos encontramos, sempre há um caminho para ter um futuro melhor.

 

Se quiser conhecer o Oráculo Rúnico, tanto para consultar-se como para aprendê-lo, terei o maior prazer em ajudar. Entre em contato para maiores detalhes:

 

iriel@irielbueno.com.br           (21)97207-7722

 

Estresse e Terapia Holística

Cópia de auraVocê já se sentiu muito cansado, sem motivação?  Seu corpo parece estar mandando sinais de que alguma coisa vai mal?  Acordar de manhã para as atividades diárias tem sido um grande esforço?

 Talvez você sofra do mal do século – estresse.   A vida de hoje é complexa, tem desafios enormes, e nos exige controlar nossas reações naturais, as de  fugir ou lutar.  Os perigos de hoje são muito mais sutis e potenciais do que imediatos, e nossas reações são internalizadas.  Esse esforço tem um enorme custo para a nossa integridade emocional e física.

Além disso, trabalhamos sem fazer exercício físico, em empregos que  não têm nada de criativos, e somos obrigados a nos deslocar por horas, todos os dias, em situações de absoluto desconforto e exagerada proximidade com pessoas que sequer conhecemos.  Tudo isso acrescenta uma grande carga em nossa psique.

Por último, e talvez mais importante, a vida mundana nos afasta dos desígnios da alma.  Todos nós somos seres espirituais, com um corpo material.  Nesse nível do espírito, sabemos intuitivamente a que estamos destinados, qual nosso caminho, qual nossa missão.  Mas o nível material tem suas necessidades próprias, e as enormes opções de conforto estão hoje a nossa disposição acabam nos arrastando para uma dedicação exclusiva à obtenção de meios para comprar coisas.

Como o tempo é curto, nos dedicamos somente ao mais urgente – a matéria – e esquecemos o que talvez seja mais importante – o espírito – sofrendo as consequências, tanto no nível emocional quanto no físico.  Isso é o “estresse”.

 Quando falo em espírito não me refiro à religião.  A vida espiritual é mais abrangente, e inclui outros temas, como a reflexão, a meditação, o autoconhecimento.  A religião formal pode ou não ser uma parte disso.

 Esse é contexto em que a Terapia Holística ajuda a encontrar nosso caminho.  São técnicas derivadas de tradições milenares, mas adaptadas ao mundo de hoje.  Suas bases filosóficas são partilhadas por antigas religiões, mas não é em si mesma uma religião.  As técnicas enfocam o ser humano como um todo (“holo” em grego): corpo, emoções, espírito.  E são muito eficazes para reestabelecer nosso equilíbrio psico-energético, resultando naquela sensação de viver com leveza, que perdemos progressivamente quando passamos da infância à idade adulta.

Além disso, todo Terapeuta Holístico é, antes de tudo, um conselheiro.  É um profissional em quem podemos nos apoiar para retornar ao caminho designado pela alma, qualquer que seja ele.  A Terapia Holística é, por natureza, espiritual, embora não religiosa.  Portanto o Terapeuta está em uma boa posição para orientar nossa busca interior, nosso retorno ao sagrado, e em fazer com que essa busca se integre com nossa vida material.  Somos seres multifacetados.  E o bem-estar consiste no equilíbrio dessas diversas facetas.

Porque Fazer Terapia Holística

DSC_7889Como muitos que me leem não tem maior familiaridade com a Terapia Holística, penso que é interessante descrever um pouco desse processo e explicar quem deve se consultar com um terapeuta.

Logo de início, é importante dizer que a Terapia Holística não é medicina.  São paradigmas diferentes.  O médico trata doenças.  Nós, terapeutas, tratamos desarmonias energéticas.  São duas maneiras diferentes de ver o ser humano.  O paradigma da medicina é reducionista, vê a pessoa como um conjunto de ógãos e sistemas físicos.  O terapeuta entende o cliente como um todo (holo, em grego), que não separa o físico do emocional, do mental, do espiritual.

A energia que trabalhamos na terapia é reconhecida não só por tradições milenares como a vedântica (da qual deriva a ayurvédica), a taoísta (acupuntura e afins), como também por escolas mais recentes, como a psicoterapia (nos trabalhos de  Jung,  Reich,  Lowen, Grof, Wilber, só para citar alguns) e até mesmo na Terapia Floral desenvolvida por Bach.  Hoje é conhecimento comum.  Quem não se refere a uma pessoa, ou lugar, dizendo que tem “boas vibrações”?  Essas vibrações são a energia sutil.

Assim, sugiro que nossa decisão de tratar-se com um Terapeuta Holístico seja baseada exatamente nisso – nossas próprias “vibrações”.  Se o estado em que você se encontra inclui falta de vitalidade, pessimismo, medo, visão negativa da  vida, e não há razão física para isso, pode ser um bom indicador de que sua energia não se encontra bem.  Se em algum momento, ou por qualquer razão deixamos de ter paz de espírito, e aquela sensação de integridade físico-psíquica indescritível que chamamos “bem-estar”, um trabalho terapêutico pode ajudar.  Se chegamos a um momento na vida em que sentimos um “vazio”, necessitamos nos conhecer melhor, mergulhar na viagem da autodescoberta, e buscar a integridade do nosso ser espiritual, emocional e físico, a Terapia Holística pode ser o caminho.

Se você está em dúvida, procure a resposta dentro de você mesmo.  Por detrás da nuvem com que a correria diária escurece nossa consciência, está aquela voz interior.  Ela sabe o que você precisa.  Confie nela.

A Terapia Holística e o Autoconhecimento

Iriel_015A Terapia Holística tem como paradigma tratar o indivíduo como um todo – holo.  E faz ênfase na participação do cliente no processo, já que trata de buscar o auto-equilíbrio.  Portanto, é necessário que o cliente da terapia esteja no assento do piloto.  Que comande o carro de guerra como Árjuna no Guita.  O papel do terapeuta holístico é o de conduzir o próprio cliente à rota correta, mas o comando segue com este.

Isso fica muito claro no processo de Terapia Floral, em que o próprio Edward Bach classificou suas essências de acordo com emoções básicas predominantes no cliente.  E, claro, sem um processo de autoconhecimento não há como reconhecer em si mesmo as emoções, principalmente as que vem da “sombra” de Jung, aquelas emoções feias, negativas, mas que por isso mesmo mais necessitam da terapia.

Quando um cliente chega ao consultório, dificilmente tem clara a decisão de embarcar num processo de autodescoberta.  Por um desvio de formação, normalmente ele busca a solução imediatista para seus problemas.  Cabe ao terapeuta, sem dúvida, atendê-lo nessa necessidade.  Se não fosse assim, Bach não teria desenvolvido essências para tratamento emergencial. Mas a terapia por aí começa, mas não termina.  Porque se assim fosse, bastavam algumas gotas dessas  essências e todos os problemas estariam resolvidos.

Na verdade, toda técnica de Terapia Holística é um processo.  A cada etapa se desenvolve determinado tratamento, que uma vez concluído abre uma porta para um nível mais profundo.  Normalmente o processo inicia por uma etapa mais física, para progressivamente tratar emoções mais sutis, mais ligadas à espiritualidade.  Por exemplo, o cliente pode manifestar um medo típico da vida moderna, como medo de sair à rua.  Uma vez tratado, pode descobrir algo da origem desse problema, normalmente localizado em seu passado.  Que uma vez tratado revela resistências a relacionar-se com outros.  Que uma vez tratadas mostram uma situação de falta de uma visão mais espiritualizada de sua vida.  E o processo segue através de muitas etapas.

Em muitos momentos serão encontradas barreiras difíceis de transpor.  Processos catárticos podem e devem ocorrer.  O papel do terapeuta será o de apoiar essas transições indicando as essências florais adequadas, que permitam ao cliente despojar-se de sentimentos inúteis ou prejudiciais,  e com essa e outras técnicas refazer o auto-equilíbrio energético, para mover-se adiante, no caminho fascinante da autodescoberta.

Edward Bach dizia que os desequilíbrios são causados por uma dissociação entre nossa alma e nosso comportamento.  Longe do conceito de culpa ou de pecado, os desequilíbrios são como um chamado da alma para que nos realinhemos com nosso eu mais profundo, com nossa própria missão terrenal, dos quais muitas vezes nos afastamos, exatamente porque não a conhecemos.  O mergulho no nosso interior que nos proporcionam as flores, de forma tão suave e eficaz, nos permite explorar esse caminho do autoconhecimento e por isso mesmo atuar no auto-equilíbrio e no retorno ao bem estar, àquela sensação de calma e tranquilidade que tínhamos na primeira infância e da qual progressivamente nos afastamos quando começam a se formar as diversas barreiras de proteção que encobrem nosso eu.

Esse processo tem fim?  O processo não, a terapia sim.  Porque chegará o ponto em que o próprio cliente terá que seguir viagem sozinho.  Ele mesmo saberá reconhecer esse momento.  Talvez necessite apoio eventual, em um momento de descobertas mais difíceis ou dolorosas.  Mas já terá autonomia para descobrir respostas para algumas das perguntas mais fundamentais de todo ser humano, o “quem sou”, “donde vim”, “que faço aqui” e talvez até mesmo a última e mais empolgante das perguntas – “para onde vou?