O Reiki é Científico?

Historia da Aquimia - HISTORIA DO MUNDOUma questão sempre levantada, principalmente pelos praticantes da medicina “científica” ou “baseada em evidências”, com relação às por eles denominadas “Práticas Integrativas e Complementares de Saúde” (PICS), é a falta de estudos estatísticos, preferivelmente os “duplo cegos randomizados”, sobre estas práticas.

 

Essa crítica parte de um paradigma autocentrado. Os estudos duplo-cegos randomizados (em que nenhum dos pesquisadores que tem contato com o sujeito do estudo sabe quem está recebendo o tratamento e quem recebe o placebo, sendo os grupos de controle determinados aleatoriamente) são o padrão-ouro para a medicina bioquímica, mas têm aplicabilidade extremamente reduzida quando aspectos subjetivos entram em jogo. Portanto, a metodologia válida para a medicina científica não é obrigatoriamente válida para técnicas ancestrais milenares de manejo dos campos de energia psíquica.

 

Ainda assim, alguns profissionais da medicina científica que, paralelamente, aprenderam técnicas holísticas, vêm tentando apresentar estudos com metodologia aceitável pela comunidade acadêmica. Em nosso país, os esforços nesse sentido parecem centrar-se nas técnicas de Terapia Floral e Reiki. Há várias teses de mestrado sobre esses dois sistemas. Recentemente, em junho de 2013, o Prof. Dr. Ricardo Monezi Julião de Oliveira apresentou uma tese de doutorado à Universidade Federal de São Paulo intitulada “Efeitos de Prática do Reiki Sobre Aspectos Psico-Fisiológicos e de Qualidade de Vida de Idosos com Sintomas de Estresse: Estudo Placebo e Randomizado”, que avaliou a efetividade dessa técnica holística e concluiu, nas palavras do pesquisador:

“Nossos estudos sugerem que a terapêutica Reiki produziu as seguintes alterações psico-fisiológicas e de qualidade de vida em idosos com estresse, através da promoção de um possível estado de relaxamento, superior ao constatado no grupo Placebo:

  • Redução dos níveis de estresse:
  • Redução dos níveis de ansiedade e depressão;
  • Redução da percepção de tensão muscular e elevação da percepção de bem estar;
  • Elevação dos níveis de qualidade de vida referente aos domínios: “Aspectos espirituais, Religião e Crenças pessoais”; “Físico”; “Psicológico”; além das facetas “Autonomia” e “Intimidade”:
  • Elevação da temperatura periférica da pele;
  • Redução da tensão muscular do músculo frontal e condutância elétrica da pele.”

 

É uma das primeiras pontes sólidas lançadas entre a comunidade acadêmica e os praticantes de técnicas cuja efetividade já era garantida por tradições ancestrais. De minha parte, posso assegurar que, apesar de profissional desses métodos milenares, nunca desacreditei a medicina científica. Espero que logo chegue o dia em que a medicina científica também não me desacredite.

 

Para os que se interessarem em ler a tese que menciono, ela está no link:

http://www.radiestesia.net/wp-content/uploads/2014/06/Tese-de-Doutorado-Ricardo-Monezi-2013-pr.pdf